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As equipes nas organizações

Fernando Cyrino

Reflexões sobre equipes, grupos, bandos e ajuntamentos nas organizações


Através de vários olhares poderemos observar a atuação das pessoas, quando em conjunto, nas organizações. Num jeito simples de demonstrá-la defino seu funcionamento em quatro níveis. São assim:

Diante de uma hipotética escada poderemos ver, ainda no chão, sem conseguir galgar o primeiro degrau e com muito pouca produtividade, localizados os bandos. Lá pelo meio da escada imaginada, encontram-se funcionando e mesmo gerando resultados, os grupos. Olhando mais para cima notaremos, superando-se na entrega de resultados, as equipes. Quanto aos ajuntamentos, esses não conseguem nem visualizar a localização da escada.

Cada um desses estágios tem suas características e modelos de comportamento claros e definidos. Por isto não é tarefa nem um pouco difícil identificá-los nas instituições, sejam elas da área produtiva e de serviços, governamental, do terceiro setor e mesmo aquelas compostas de gente no exercício do voluntariado. 

A atuação de equipes, grupos, bandos e ajuntamentos remeterá, automaticamente, ao modelo de gestão de pessoas adotado. A ação de uma ou outra dessas formas de se juntar pessoas não acontece por acaso. Ela é simples reflexo dos sinais advindos do topo e aplicados em variados níveis pelas lideranças. Uma empresa que nas suas políticas de avaliação privilegia simplesmente a pessoa e não cuida do time, estará passando, subliminarmente, o recado de que prefere a atuação individual à da equipe.

Para que haja times efetivos é necessário existir programas de valorização do desempenho e mesmo de avaliação que focalizem não somente o indivíduo, mas a equipe de trabalho como um todo. Sem essas regras efetivas de reconhecimento da atividade dos times, será missão quase impossível que se passe, de maneira sustentada, além do estágio de grupos na organização.

Essa valoração da equipe se dará mais eficazmente caso a orientação, seguida do exemplo, parta da liderança maior. Será ela, atuando assim desde o topo, que demonstrará o que deseja. Tal maneira de agir rapidamente será observada e seguida. Pouco a pouco então se notará a assimilação por parte dos demais níveis, de cima para baixo, desse modelo de gestão mais participativa. Nesse ambiente propício será mera questão de tempo o aparecimento das equipes.   

Mas o que é na verdade um ajuntamento, um bando, um grupo e um time? Eles são bem diferentes e geram resultados também muito distintos. Vejamos aqui algumas características de cada um desses “aglomerados humanos”, produtivos e nem tanto, nas empresas:

O ajuntamento

Ao andar por uma avenida bem movimentada da grande cidade e em horário de rush, se estará em meio ao ajuntamento. O elevador cheio do prédio desconhecido, também é bom exemplo dele. À sua volta haverá muita gente. São pessoas que vão se juntando e se separando sem nem se darem conta uns dos outros. No ajuntamento, apesar de acontecer a proximidade, ninguém se conhece, não costuma se fazer reconhecido e muito menos é sabedor da direção que cada qual tomará em seguida.

Organização de ajuntamentos perdeu o carisma. Seu propósito, a razão de ser que lhe dá sentido, não é mais significativa para seus membros. Está na fase do “individualismo absoluto”. A crise segue rumo aos seus últimos estágios. A competição é predatória, não conhece e nem respeita limites. Uma instituição que vive de ajuntamentos caminha rumo à sua dissolução. Será tarefa bem árdua recuperá-la.    

O Bando

Para se compreender o comportamento do bando bastará a visita ao recreio em um jardim de infância. Repare a bola jogada no meio da meninada. Imediatamente a grande maioria correrá atrás dela. Um, daqueles mais espertos, consegue pegar a bola e a lança na direção do outro lado do pátio. O bando automaticamente terá mudado de direção. Repare que nele haverá os que costumam pegar a bola, enquanto a maioria quase nunca, apesar da carreira, conseguirá tê-la em mãos.

Note também a existência, além desses que só correm, de alguns outros que nem isto realizam. São os indiferentes. Ficam pelos cantos, uns parecendo até estar atentos à bola, mas permanecem quietos. Não têm motivação para seguir até ela. Empresas que trabalham com ajuntamento e bando dizem ter “mão de obra” e seus empregados, como suas máquinas e o dinheiro, também são meros recursos.  Bandos e ajuntamentos geralmente são ruidosos, mas o seu barulho ocorre porque para se dar a entender há que se falar alto. Não é fator de construção de nada.  

O grupo

Diferentemente do bando o grupo é possuidor de um ordenamento interno, que lhe facilita o funcionamento e ao mesmo tempo oferece visibilidade. Isto faz com que seja capaz de gerar resultados, mesmo buscando preservar sua zona de conforto. Visto de fora costuma se parecer com aquela pelada despretensiosa do futebol entre companheiros, ou com o jogo de vôlei dos amigos no clube.

Todos sabem a que vieram (no exemplo, divertir-se e praticar esportes), comprometem-se em participar a cada vez que são chamados e até apreciam o que fazem, mas não investem forte em seu desenvolvimento e no desempenho. Há alguns até que se afligem bastante pelos resultados, mas esses são de curto prazo: ganhar aquele jogo. “A gente trabalha, ganha pouco, mas se diverte”, gostam de dizer.

Na organização o grupo é a demonstração patente da característica gregária do ser humano. Acontece um problema. A turma se reúne para resolvê-lo. Caso não consigam solucioná-lo não haverá drama, eis que alguma equipe o irá fazer. Caso ninguém o realize, é porque simplesmente não tinha solução.

Há dois tipos de grupos. Os que se formam institucionalmente, orientados desde o topo e aqueles que acontecem a partir de lideranças específicas, podendo ou não possuir cargo de comando. Por não se sentir desafiado, o grupo é morno e ao longo do tempo poderá cambiar seu lugar organizacional. Vai deixar de se focar só em seu trabalho, na entrega de resultados, ou resolução de problemas.

Passará sutilmente para o exercício de outros papeis, tais como a defesa corporativista e a proteção paternalista dos não produtivos. Pode se tornar também mero espaço de reivindicações. Ficam paternalistas e protetores dos incompetentes. Não é algo raro encontrar grupos no exercício de atividades totalmente estranhas às tarefas pelas quais são remunerados. 

A equipe ou time

Reparem no funcionamento da fórmula Um. Cada qual conhece o seu exato papel e trabalha duro para não haver falha. Na troca de pneus e abastecimento, cônscia de que um simples segundo poderá roubar posições, se colocará plena - mente, coração e corpo – no cumprimento da tarefa. Aliás, uma equipe tem muito mais do que meras tarefas. Ela as compreende como desafios convidando à superação.

Coloca-se sempre atrás de melhores índices. Antes de competir externamente a equipe concorre consigo mesma. Testa-se internamente na verificação das vulnerabilidades, na busca do seu fortalecimento. Está atenta aos sinais em seus ambientes. “Para aonde sopra o vento?” parecem estar sempre a se perguntar.

Nunca estão prontas. Haverá sempre mais espaço para a entrega de resultados cada vez mais consistentes e  significativos. É lugar de alta competência e geração de mais sinergia. Um time não costuma nascer do nada. O que vem de onde menos se espera é o ajuntamento e o bando. Equipe é fruto de trabalho árduo e persistente. Demanda investimento e dispêndio de tempo.

Acontece quando a liderança é cuidadosa, assertiva, focada e mais ainda, entende e gosta de gente. Impressiona na equipe a sua tremenda autoestima e o orgulho da pertença. Ao vê-la atuar se terá a impressão de que tudo nela é leve e fácil e que aquilo que apresenta nada mais é do que dom natural dos seus integrantes. Nada disto, por trás de um desempenho excepcional, sem dúvidas que há horas e horas de muito treino e preparação.

O ajuntamento não tem sentido, o bando só tem o sentido da bola, o grupo vive no sentido da zona de conforto e a equipe está sempre em busca de sentido dos desafios a serem superados. Possui clareza do seu destino e está sempre em prontidão para dar mais. Os componentes do time testam continuamente seus limites. Mais ainda, estão sempre buscando mais autonomia.

Tal comportamento pode gerar certo temor em gerências e chefias sem consciência do seu poder e influência. Amedrontam-se achando que a equipe acabe lhes retirando a liderança que exercem. Míopes não percebem que quanto mais forte e autônoma se tornar sua equipe, mais eles serão reconhecidos como verdadeiros líderes. Desenhando um quadrado veremos o funcionamento da equipe. Ele é composto de respeito, competência, espírito e liderança.

Respeito ao outro e principalmente ao acolhimento do diferente e daquilo que cada um traz para oferecer no processo de mais complementaridade do time. Competência de se sentir reconhecido como o melhor na função exercida. A equipe é detentora de espírito e emoção. Ter espírito é possuir compromisso e motivação.

Na equipe todos exercem a liderança e esta jamais é de mando, mas de serviço e apoio para que tudo aconteça rumo ao objetivo traçado. A liderança é encorajadora e se faz disponível para apoiar na superação. Comemora os resultados efetivos e avalia os fracassos com serenidade, eis que sabe serem todos capazes de mais ainda.

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